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Contemplação e ação - Os GESTOS de São José Allamano

O binômio: “contemplação e ação” vivido pelo Reitor do Santuário da Consolata surge claramente durante o processo informativo diocesano, que iniciou o processo de reconhecimento da santidade de Allamano pela Igreja. As testemunhas, antes de tudo, seu empregado doméstico Cesare Scovero, apontaram que no quotidiano de Allamano a oração tinha prioridade:

Allamano, na Consolata, onde permaneceu como reitor por 46 anos, tornou-se dispensador de misericórdia, serenidade e consolo para muitos. Sua inteligência e olhar vigilante e atento ao que acontecia na sociedade lhe renderam a simpatia de muitos, especialmente daqueles desorientados ou em dificuldades. Em seu próprio estilo, ele não se contentava em incentivar a renovação da vida cristã, mas sabia harmonizar uma espiritualidade profunda com a atenção aos desafios de seu tempo.

Certamente não era um estudioso dos problemas sociais, mas simplesmente considerava seu dever colaborar nas iniciativas que animavam a diocese no âmbito social, com algumas características sublinhadas por várias testemunhas:

O Reitor do Santuário, além de contemplar Jesus na Eucaristia e dialogar com a Consolata, com gestos pequenos e grandes, tornou-se um “vizinho” tornando-se: “palavra”, “mão” e “rosto” do Deus da Consolação.

Ele incentivou pessoas de diversas classes sociais a iniciarem projetos inovadores.  Ele se interessou diretamente, até o fim de sua vida, em proteger uma categoria particularmente desfavorecida naquela época: as jovens trabalhadoras na indústria do vestuário, comumente chamadas de “costureiras”, que ganhavam pouco, com jornadas exaustivas e condições de trabalho precárias. As “costureiras”, incentivadas e apoiadas, também financeiramente por Allamano, em 1899 iniciaram o “Laboratório da Consolata”, que em pouco tempo abriu filiais em Gênova e Roma, onde milhares de trabalhadores e gerentes do setor da moda foram formados.

No século XIX, a imprensa católica tentou conquistar um espaço entre as várias publicações, mas foi muito difícil obtê-lo. Allamano apoiava a imprensa católica, que considerava um meio privilegiado de formar a opinião pública. Sua ajuda financeira foi decisiva para o nascimento, ou para a continuidade, de alguns jornais católicos da época.

O Papa Bento XVI, em sua Mensagem para a Quaresma de 2013, afirma:

A Igreja local, na época de Allamano, havia iniciado muitas instituições de caridade, mas nenhuma dedicada exclusivamente às missões. Ele, convencido de que uma Igreja só atinge sua plena maturidade quando olha além de seus limites e necessidades, decidiu inserir aquela “peça” que faltava que tornaria o rosto de sua Igreja completa: a Missão.

Allamano, iluminado pelo Espírito Santo, movido pelo amor a Deus e pelo desejo de torná-lo conhecido, fundou primeiro os missionários e depois as missionárias da Consolata. Foi uma empreitada exigente, cansativa e às vezes contrariada, mas o zelo apostólico, o senso vivo da natureza missionária da Igreja e a constante proteção da Consolata sustentaram Allamano.

Ir. Maria Luisa Casiraghi

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