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Santidade e Cruz - São José Allamano

“A cruz é o nosso livro” (São José Allamano)

“Ainda mais como missionários”, disse São José Allamano, “devemos saber entrar no mistério da cruz”. De certo modo, devemos ser “especialistas” no seu mistério de salvação e no sofrimento dos pobres.

A reflexão sobre a cruz não é fácil: não o foi para os apóstolos que não compreenderam o seu significado, nem sempre o foi para São Paulo, embora tenha chegado ao ponto de dizer: “De modo nenhum me glorie, a não ser na cruz do nosso Senhor Jesus Cristo” (Gál 6, 14), nem o é para nós hoje. No entanto, esta reflexão oferece-nos a verdadeira chave para compreender o que é a nossa vocação consagrada e missionária e como vivê-la.

Como posso eu mergulhar na vida das pessoas, no emaranhado de sofrimentos que acompanha tantos povos no mundo de hoje, e tornar-me voz de esperança e consolação, anúncio de salvação, sem seguir o mesmo caminho percorrido por Jesus?

Como posso celebrar todos os dias a Eucaristia, o Sacrifício de Cristo, e partir o pão consagrado sem recordar que as palavras de Jesus me são dirigidas, antes de mais: sede vós pão partido pelos vossos irmãos e irmãs, sangue derramado que me une aos homens para a salvação do mundo… “Fazei isto em memória de mim”!

Falando da nova evangelização, o Papa Francisco recordou-nos o contexto em que vivemos e trabalhamos, e o dever que temos de “estudar os sinais dos tempos”.

Que caminho seguir para entrar neste mundo de sofrimento e ser portador da “boa nova”? Como podemos tornar-nos, à maneira de Jesus, “peritos no sofrimento”?

“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste” (Mt 27, 46)

Estas palavras são o início do Salmo 21(22), mas são sobretudo a expressão usada por Jesus no momento da dor mais atroz, suspenso da cruz. Eram palavras de infinito sofrimento, como se dissesse: “Pai, por que me deixas sozinho nesta situação dolorosa e não intervéns, não sou eu o teu Filho? Jesus derramou o seu sangue, entregou a sua vida nas mãos dos seus inimigos. O que lhe restava dar? O esvaziamento (kénosis) até da sua própria “vida divina”.

Por detrás dos factos da paixão descrita no Evangelho, há uma história de amor entre o Filho e o Pai, que culmina neste ato de abandono. O Fundador usa uma frase ousada de São Francisco de Sales: “O Calvário é o teatro dos amantes”. 

O seu sofrimento já não é dor, mas amor e união íntima com o Pai. O Pai, vendo Jesus obediente a ponto de estar pronto a regenerar os seus filhos, a dar-lhes uma nova criação, vê-O tão semelhante a si mesmo, como se fosse “outro Pai e Criador”. Nesse momento, Jesus é todo “Deus” porque é puro amor. Ao mesmo tempo, está mais próximo do que nunca do homem pecador e do homem dividido e distante de Deus. Ele experimenta a dor, a maior dor, tanto física quanto espiritual.

O nosso sofrimento, a nossa kenosis

No seu sofrimento, Jesus torna-se figura de cada dor humana, de cada rutura e divisão, de cada doença e das dores que nos fecham em nós mesmos, como as trevas, a aridez, o fracasso, a solidão. Por isso, Jesus mostra-nos que o verdadeiro dinamismo do amor, no qual o homem encontra que a realização do seu ser pessoal, é sempre atravessado por um momento de morte, de doação, de perda da própria vida. Um momento, isto é, de kenosis-esvaziamento.

Todo o amor verdadeiro que cria vida traz consigo esse momento de não ser, que é o prelúdio de uma nova plenitude de ser. Não há dor e sofrimento que não possam fazer-nos entrar nesta lógica divina. Jesus veio dar um nome a cada dor humana, de modo que cada dor, cada cruz já não é “alguma coisa”, mas “Alguém”. Cada dor nossa e dos outros esconde um rosto de Jesus crucificado. Por isso, é necessário saber descobri-lo e chamá-lo pelo nome. A dor é “coisa sagrada”!

Jesus disse-nos: “Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei”. Como numa alquimia divina, Jesus crucificado é capaz de transformar toda a nossa dor em amor, em comunhão. Precisamos de reconhecer o seu rosto em cada dor, acolhê-lo, esquecer a nossa dor e começar a amar o outro.

“O crucifixo é o livro para ler todos os dias” (Allamano)

O Crucificado é o modelo para quem deve fazer missão e unir a família humana (“Eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim.” Jo 12, 32). De facto, a unidade com o outro não é possível sem que “eu” me esvazie de mim mesmo.

A única coisa que tem de ficar em mim é o amor. Por outras palavras, tenho de saber morrer com Jesus, perder tudo. Para que o amor mútuo exista, devo estar pronto a perder tudo: as minhas ideias, os meus projetos, as minhas inspirações, até mesmo as mais evangélicas. Devo sempre colocar o outro antes de mim. Tal só é possível se eu me tornar ‘vazio’ por amor do outro.

Jesus crucificado é o mestre que leva à maturidade. Na vida das pessoas e da comunidade há duas coisas que realmente nos fazem amadurecer: amor e dor. Uma pessoa madura é aquela que se abre de forma oblativa ao outro, que sabe amar doando-se totalmente.

São as pessoas maduras que constroem comunhão. De facto, no Crucificado, vemos estas duas realidades elevadas à mais perfeita realização. É por esta razão que Allamano queria dar a cada um que partia o crucifixo!

Jesus Crucificado dá-nos um coração solidário e missionário

Nós, missionários, somos chamados a ser apóstolos, a fazer da nossa vida um dom para os outros, a dar preferência no nosso amor aos mais necessitados. Não basta dizê-lo por palavras: este anseio apostólico deve nascer do fundo do nosso coração.

A escolha dos pobres, dos últimos, dos marginalizados; participar nas grandes dores da Igreja; as divisões sociais e as grandes fraturas que estão a fracturar a família humana moderna. Devemos ser capazes de assumir tudo sobre nós mesmos, de sermos pobres em nós mesmos e carregarmos a pobreza dos outros.

Só aprendemos verdadeiramente a “evangelizar” quando nos abrimos aos outros e tomamos sobre os nossos ombros a sua dor, o seu sofrimento, as suas cruzes juntamente com as nossas.

Para reflexão pessoal

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