Suore Missionarie della Hermanas Misioneras de la Irmãs Missionárias da
Consolata

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Minha vida missionária no Moçambique

Meu coração era uma mistura de muitas emoções: eu estava muito feliz por vir para esta terra, aberta a aceitar o que o Senhor havia preparado para mim, mas também sentia medo, sabendo que Moçambique estava passando por um período de instabilidade e falta de paz, especialmente na região norte do país. Mas eu tinha muita fé no Senhor.

Os Primeiros Passos  

Fui recebida com muita alegria pelas irmãs que me esperavam e por essas pessoas queridas, que me acolheram com sorrisos e simplicidade. Essa acolhida me fez sentir em casa imediatamente. Quando cheguei, não conseguia dizer muitas palavras porque não conhecia o idioma,mas me comuniquei principalmente com a linguagem do sorriso e do amor.

Fiquei na cidade capital, Maputo, por alguns meses para aprender a língua. Agradeço às Irmãs e às pessoas que conheci, elas me ajudaram muito a praticar o idioma, depois das aulas teóricas, me incentivaram muito a falar, corrigindo-me quando cometia erros com tanta simplicidade. Em pouco tempo, consegui entender algumas coisas e expressar o que precisava dizer.

Foi uma experiência de aprendizado maravilhosa. Durante esse período vivendo na capital, participei da vida da Igreja de diversas maneiras, compartilhando a jornada com as pessoas e outros religiosos. O que mais me tocou e me trouxe tanta alegria foi a simplicidade da vida, o acolhimento que fazia com que todos se sentissem em casa, sem distinção, a liturgia vibrante, repleta de símbolos culturais com significados profundos, a Igreja aberta ao ministério, onde todos podem servir, especialmente as mulheres e os leigos. Também tive a graça de participar no cuidado com as nossas irmãs doentes; foi um momento de graça poder assistir nos últimos momentos  de suas vidas.

Aprendi muito com essas irmãs: fidelidade à sua vocação e missão até o fim, grande amor por Cristo mesmo em momentos de dor, grande amor pela Consolata e pelo nosso Pai Fundador, amor pelas pessoas que lhes foram confiadas. Foi um dom que me desafiou, no início da minha vida missionária nesta terra.

Em Massinga  

Após estudar o idioma, fui enviada para Massinga, na província de Inhambane, a 500 km da capital, uma cidade populosa. Ao chegar, encontrei uma comunidade de quatro irmãs; por um tempo, éramos cinco, e agora somos três.

Fui calorosamente acolhida por todos, tanto pelas irmãs quanto pela comunidade cristã. A comunidade atua na paróquia, onde colaboramos com três padres diocesanos, visitando as comunidades, as famílias,  os enfermos e os grupos. Também trabalhamos na escola materna e no centro de acolhimento para meninas que vêm estudar em Massinga.

Participamos também dos momentos de alegria e tristeza das pessoas: em celebrações da vida; casamentos,sacramentos, aniversários e também em momentos de dificuldade; acompanhando as pessoas que vivenciam momentos difíceis, como o luto, e estando com as pessoas em tempos de instabilidade política.

Os momentos de celebração são de grande valor, porque essas pessoas reconhecem que a vida é uma dádiva de Deus, e a celebração é um momento para dizer “obrigado”, juntos em família, com parentes e amigos.

Com as Alunas  

Passo a maior parte do meu tempo com as meninas do nosso lar: elas vêm de áreas rurais sem escolas de ensino médio. Suas famílias não têm condições de pagar a educação dos seus  filhos, então, como comunidade, nós as acolhemos e as fazemos sentir em casa, permitindo que frequentem o ensino médio aqui na vila.

Algumas delas depois até  pedem para se entrar à fazer parte da nossa família Consolata. O trabalho árduo consiste em fazê-las se sentirem acolhidas, amadas, apoiadas e valorizadas, dando a cada uma delas  o espaço para crescer no seu próprio ritmo, ouvindo-as e tentando atender às suas preocupações. Estou muito feliz de poder fazer parte da construção do seu futuro; me dá muita alegria ver essas jovens mulheres a crescerem e transformarem suas mentes e corações.

O Meu Aprendizagem

Estar na missão é sempre uma experiência de aprendizado: através dessas meninas e das pessoas ao meu redor, aprendo muitas coisas, especialmente os valores. Por exemplo, elas me ensinaram muito sobre o  respeito pelas pessoas: quando se cumprimenta um grupo, não se trata apenas de uma saudação genérica, mas de cumprimentar cada pessoa, perguntando como ela está. Achei isso muito bonito, porque demonstra o valor de cada pessoa.

E eu poderia dizer o mesmo de muitas outras coisas. Agradeço ao Senhor por me dar a oportunidade de viver e compartilhar minha vida com essas pessoas, que me ajudaram a crescer tanto na minha vocação missionária. Ao longo desses anos, aprendi que a missão não se resume a ensinar ou fazer coisas; também é muito importante ouvir com o coração, estar presente, fazer com que cada pessoa se sinta acolhida, ouvida e valorizada.

Aqui, não contamos as horas, mas dedicamos tempo. As pessoas me ensinaram a dedicar tempo a tudo o que faço, porque às vezes corremos de um lado para o outro, esquecendo o valor do indivíduo.  

Irmã Elda Kanisia, mc.

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